
Encantador e assustador, do jeito que a mente humana em si o é...
É curioso como na maioria das vezes, americanos tendem a dar nomes aos filmes com sutilezas e detalhes que só fazem com que entendamos se pensarmos um pouco (e infelizmente, essa capacidade dos brasileiros é subestimada....)
Ao invés de "Onde vivem os monstros", o título diz "Onde vivem as coisas 'wild', selvagens".... e wild aqui tem um significado amplo e intrigante....
Gostei bastante... daria pra escrever um livro sobre as implicações e possibilidades de interpretação deste filme, mas vou me ater a pequenos parágrafos.
O enredo é interessantíssimo, tratando da maneira como lidamos com a raiva e as frustrações, como passamos como furacão por cima das coisas e nos arrependemos depois, como magoamos quem mais gostamos às vezes sem intenção, às vezes por puro egoísmo e vingança...
De uma certa forma, me lembrou bastante "O Labirinto do Fauno", embora com uma mensagem positiva, ao contrário do filme de Del Toro...
Foi legal enxergar "pedaços" escuros de nossa alma em cada um dos seres... Jud, sempre baixo-astral, Ira, ao contrário do nome, totalmente passivo, Alexander, doente por atenção, Carol, descontrolado e furioso, sem saber o que fazer direito com seus sentimentos...
Gostei bastante, uma obra de bom gosto e delicadeza incomparáveis....